segunda-feira, 20 de outubro de 2008

FOTOS







PONTE METÁLICA










Sua construção foi consequência de outra de porte bem maior; o Ramal Ferroviário Camocim-Sobral, diligência do Governo Imperial, com o propósito fundamental de socorrer os castigados da seca, que começou em 1877, porém a parte já planejava essa construção desde 1857, mas com trajeto Camocim-Ipu.
Famosa, bela, complexa, simples, assim é a Ponte Metálica, que foi inaugurada no dia 15 de janeiro de q881, juntamente com o primeiro trecho da ferrovia que tinha 24 km prontos.
A Ponte Metálica, tem a extensão total de 112 metros, constituído por 2 vãos de 56 cada um. Entre esses, existe um pilar, para cuja construção foi necessário arrastar uma grande rocha que se encontra no meio do rio, sendo aproveitadas suas pedras para os acabamentos.
Foi construída nas oficinas das Phoenixville Bridge Works, Filadélfia, Estados Unidos.
Hoje ela conserva sua cor original, sendo contado pelos moradores que já possuia cor prateada, mas sua primeira cor, como já foi citado é a atual : vermelho ferrugem.
Um dos pontos turísticos mais importantes da cidade, hoje sem os trilhos da ferrovia, tornou-se um dos ppontos de maior orgulho para os granjenses, nosso cartão postal.

LIVIO BARRETO

O caixeiro poeta

LÍVIO BARRETO

LÍVIO BARRETO

Exigências de fortuna obrigaram-no a ir, muito criança ainda e muito a contragosto seu, servir como caixeiro de um parente (ofício embrutecedor que o perseguiria pela vida a fora), gastou ele aí a melhor parte de sua infância, incompreendido e anônimo. Mas, não podendo conter os ímpetos de sua alma em anseios de ideal superior, com José Barreto, Luís Felipe, Belfort e outros funda um jornal literário - O Iracema - onde aparecem seus primeiros versos, defeituosos ainda, mas já reveladores da inspiração e da originalidade daquele que mais tarde passaria a ser o principal representante do Simbolismo no Ceará, apesar da forte tendência romântica.

Sentindo o meio em que vivia intelectualmente atrasado para seus talentos, resolve seguir para Belém do Pará, em junho de 1888, onde trava conhecimento com o poeta João de Deus do Rêgo, que muito contribui para o seu aperfeiçoamento literário. Regressa dali, em 1891, doente e acabrunhado de esperanças. Por esse tempo aparece, na sua terra natal, um outro jornal literário - A Luz - em que Lívio publica sonetos e ligeiras crônicas humorísticas. Restabelecido no seio carinhoso da família, em fevereiro de 1892, ruma para a bela Fortaleza, onde se torna um dos fundadores (com o pseudônimo de Lucas Bizarro) da Padaria Espiritual - entidade literária que produzia o jornal - O Pão - tendo à frente o talentoso poeta Antônio Sales.

Intelectualmente satisfeito, mas afetado, fora do lar, por dificuldades financeiras, regressa ele como filho pródigo, acontecendo naufragar à altura da Periquara, em viagem no vapor Alcântara, salvando-se a nado, exímio nadador que era. Isto lhe rendeu um belo poema: “Náufrago”.

Segundo Artur Teófilo, “o Lívio era magro, pequeno, altivamente petulante.Tinha o olhar penetrante, sem vacilações, a fronte alta e abaulada e uma palidez baça de hepático. Ria pouco e só entre amigos deixava por vezes transparecer sua fina verve elegante, um bocado pessimista e epigramática. Com o vulgo era sisudo, um tanto frio mesmo, com uns longes de bem entendido orgulho. Usava casimiras claras, chapéu de feltro alto, e fumava cachimbo, à noite, embalando-se rapidamente na rede, com um livro de versos nas mãos.”

A morte prematura

Lívio Barreto, autor de um único livro - DOLENTES - publicado postumamente por Waldemiro Cavalcanti, faleceu na sua banca de trabalho, em Camocim, fulminado por uma congestão cerebral, pelas 3 horas da tarde do dia 29 de setembro de 1895. Ainda quase um garoto, com 25 anos, que lhe foram concedidos, tempo insuficiente para aprimorar sua técnica, tornou-se o maior poeta granjense de todos os tempos, e um dos principais do Ceará, ao lado de Padre Osvaldo Chaves, que certa vez o perifraseou de “o Casimiro de Abreu da Granja”. Lívio Barreto é patrono da cadeira nº 24 da Academia Cearense de Letras.

Foram seus pais José Soares Barreto e Mariana da Rocha Barreto. Lívio foi morar na sede Granja, onde chegou em 1878 e aí aprendeu, com o professor Francisco Garcez dos Santos, as primeiras letras.



Lágrimas

Lágrimas tristes, lágrimas doridas,

Podeis rolar desconsoladamente!

Vindes da ruína dolorosa e ardente

Das minhas torres de luar vestidas!


Órfãs trementes, órfãs desvalidas,

Não tenho um seio carinhoso e quente,

Frouxel de ninho, cálix recendente,

Onde abrigar-vos, pérolas sentidas.


Vindes da noite, vindes da amargura,

Desabrochastes sobre a dura frágua

Do coração ao sol da desventura!


Vindes de um seio, vindes de uma mágoa

E não achastes uma urna pura

Para abrigar-vos, frias gotas d’água!

sábado, 18 de outubro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

IGREJAS






CULTURA



















EDUCAÇÃO

7 DE SETEMBRO DE 2008 - DESFILE DAS ESCOLAS MUNICIPAIS